Um copo de bebida alcoólica amarelada ao lado de um frasco amarelo de medicamento com pílulas brancas espalhadas e uma seringa com tampa alaranjada, e os dizeres: Álcool e medicamentos: quais os riscos dessa interação?

Álcool e medicamentos: quais os riscos dessa interação?

Data de publicação: 23/04/2019 16:00:00
Categoria: Dicas de Saúde

Dores de cabeça, náuseas, vômito e até acidentes podem ser causados pela combinação de álcool com medicamentos, sejam eles prescritos, sem receita ou fitoterápicos. A interação medicamentosa pode ser séria e, por isso, é importante evitar a auto-medicação e a ingestão de álcool em casos de tratamentos de saúde.

Outras consequências da interação de medicamentos e álcool podem ser sonolência, tontura, desmaios, alteração na pressão arterial e no comportamento, além de perda de coordenação. Em casos mais graves, é possível que essa mistura leve a dano hepático, problemas cardíacos, hemorragia interna, problemas respiratórios e psicológicos, como a depressão.

Os efeitos do álcool, quando consumido durante tratamentos de saúde, podem tornar o remédio ineficaz, e a mistura pode até criar substâncias tóxicas para o organismo. Em outros casos, ainda que em quantidades pequenas, as bebidas alcoólicas podem ter um efeito potencializador e intensificar o efeito de medicamentos, interferindo na capacidade de concentração ou de operação de máquinas, e nas habilidades de direção – o que pode ocasionar acidentes graves e até mesmo fatais.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o consumo ocasional de álcool é comum entre cerca de dois terços da população adulta, com mais de 18 anos. Dentro deste grupo, 51% consomem álcool com regularidade, enquanto cerca de 13% não bebem com frequência.

Ao mesmo tempo, o uso de medicamentos é prevalente, sejam eles prescritos, sem receita ou a base de plantas. Uma das razões para o uso constante de remédios é a epidemia de obesidade naquele país. As doenças crônicas acarretadas pela obesidade requerem tratamentos, entre elas a diabetes, a hipertensão e os altos níveis de colesterol.

O envelhecimento também tem uma parcela de responsabilidade sobre os números de consumo de medicamentos, sendo que a incidência de doenças crônicas aumenta com a idade, influenciando a quantidade de remédios prescritos, podendo chegar a cerca de 10 doses por dia – sendo que muitos desses tratamentos causam reações adversas ao serem combinados com álcool.

Para os idosos, essa interação pode ser ainda mais perigosa, já que os efeitos do álcool podem potencializar o risco de quedas e ferimentos graves, pois afeta o equilíbrio. Além disso, essa substância é metabolizada mais lentamente pelos idosos, o que faz com que o álcool permaneça por mais tempo no organismo, podendo agravar condições médicas, como aquelas relacionadas ao fígado, e aumentar as chances de interação com os medicamentos.

Entre os medicamentos que podem causar efeitos adversos quando combinados com o álcool estão aqueles que precisam de prescrição médica, os de venda livre e os fitoterápicos – ou naturais.

É importante atentar-se para a combinação de bebidas alcoólicas com remédios usados nos tratamentos de alergias, resfriados e gripe; angina e doença coronariana; ansiedade e epilepsia; artrite; coágulos de sangue; tosse; depressão; diabetes; azia e indigestão; hipertensão; colesterol alto; infecções; dores musculares; náusea e enjoo; febre; convulsões; e problemas de sono.

As interações graves são mais comuns quando há combinação de álcool com medicamentos para o coração ou anti-inflamatórios, que podem causar aceleração dos batimentos cardíacos, mudanças súbitas na pressão arterial, aumentar o risco de ataques cardíacos, derrame, úlceras e hemorragias no estômago. Remédios usados para afinar o sangue também podem causar hemorragia interna.

É preciso ter cuidado também com medicamentos que não precisam de prescrição médica, como o analgésico conhecido como Tylenol. Quando combinado com álcool, esse remédio pode causar lesões hepáticas graves, incluindo casos em que há necessidade de transplante de fígado.

Entre os remédios de origem natural, os que causam interações graves são ervas como kava kava, erva de São João, camomila, valeriana e lavanda.

Como prevenir interações entre medicamentos e álcool?
Para evitar interações medicamentosas com álcool, que podem causar sérios danos à saúde, a primeira dica é evitar a automedicação. Quando o remédio é prescrito pelo médico, é importante consultar o profissional sobre as restrições do tratamento – incluindo bebidas e alimentos.

Profissionais da saúde também indicam a leitura de rótulos de advertência dos medicamentos, assim como as bulas, e só consumir álcool junto com o tratamento quando o médico ou farmacêutico indicar que é seguro fazer a mistura.

Fonte:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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