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Herpes: como a doença é transmitida e quais os riscos para a saúde? SalutemPlus

Herpes: como a doença é transmitida e quais os riscos para a saúde?

Data de publicação: 04/09/2018 15:45:00
Categoria: Doenças
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O que é a herpes?
Pequenas bolhas que se transformam em lesões perto da boca ou na região genital, que aparecem sem explicação e desparecem depois de alguns dias. Essas são as características da herpes, uma doença viral e bastante comum, que costuma se instalar sem que seu hospedeiro saiba de sua presença.

Da mesma família que a catapora, o vírus da herpes se apresenta em duas formas: o tipo 1, mais comum em feridas orais, e o tipo 2, que costuma ser o causador da herpes genital (https://www.tuasaude.com/sintomas-de-herpes-genital/). Os dois tipos do vírus são contraídos por meio do contato físico com uma pessoa infectada, sobretudo com lesões na pele.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgada em 2017, é que 67% da população mundial acima de 50 anos seja portadora da doença e que, dos 15 aos 49 anos, 11% das pessoas sejam hospedeiras do vírus.

Quais são os sintomas da herpes?
Geralmente assintomática, a herpes oral e a genital provocam pequenas pústulas, que costumam aparecer apenas na região infectada, seja a boca ou a área genital. Antes que elas apareçam, é comum que haja vermelhidão no local afetado, além de coceira, queimação e dor.

A frequência com que essas lesões aparecem depende de cada paciente, sobretudo de suas condições imunológicas. Alguns fatores que podem agir como gatilhos para a infecção são: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, baixa resistência imunológica e estresse emocional.

A fase de maior risco de transmissão da herpes é aquela em que as pequenas bolhas se rompem e liberam um líquido repleto de vírus, transformando-se em feridas. A partir daí a ferida começa a secar, entrando na fase de cicatrização. Todo o processo dura entre duas e três semanas.

Como a herpes é transmitida?
A herpes simples é mais infecciosa quando o portador do vírus apresenta os sintomas. Porém, também é possível que a transmissão aconteça quando a doença está em sua fase assintomática. Os contatos oral-oral, ou oral-genital, ou genital-genital com as feridas, com o líquido secretado por elas, ou com a saliva, são as formas mais comuns de transmissão.

Em casos menos frequentes, a herpes é transmitida de mãe para filho no momento do parto, ou em casos raros, de mãe para filho, ainda dentro do útero.

Quais são os riscos que a herpes traz para a saúde?
Uma pessoa com herpes pode ter mais chances de contrair o vírus do HIV, assim como pode disseminá-lo com mais facilidade, de acordo com a OMS. Além disso, as pessoas portadoras de doenças que afetam a imunidade, como a aids, podem enfrentar os sintomas da herpes de maneira mais severa, levando a inflamação nos olhos e até mesmo no cérebro.

No caso de recém-nascidos, a doença pode causar danos neurológicos e até mesmo a morte.

O que é herpes gestacional?
A chamada herpes gestacional ocorre em casos em que a gestante é portadora do vírus da herpes, seja do tipo 1 ou 2. Quando isso ocorre, há risco de que a doença seja transmitida para o bebê no nascimento, ou em casos raros, dentro do útero.

Quando a transmissão acontece ainda dentro do útero, o bebê corre o risco de desenvolver microcefalia, hidrocefalia e coriorretinite – que é uma inflamação nos olhos.

A contração do vírus no momento do nascimento, em 45% dos casos, faz com que o vírus fique limitado à pele, aos olhos e às mucosas. O recém-nascido é tratado com altas doses de medicamentos e há grandes chances de que a criança não tenha sequelas, além da reincidência das lesões.

Há casos em que a herpes atinge o sistema nervoso central do bebê,e as consequências comuns são retardo do desenvolvimento, epilepsia, cegueira e déficit cognitivo. Mais da metade das crianças com esse quadro clínico desenvolvem problemas neurológicos no primeiro ano de vida.

Em 25% dos casos, o vírus é disseminado entre órgãos como pulmões, fígado e cérebro. As chances de morte do bebê contaminado chegam a 30%, mesmo quando há tratamento.

É possível se prevenir contra a herpes?
Durante a gestação é aconselhado que as mães se abstenham de relações sexuais, sobretudo quando sabem que o parceiro é portador do vírus. Além disso, existem também exames de sangue que podem detectar a presença da herpes. É a partir do diagnóstico que o profissional da saúde pode orientar a melhor forma de prevenir o contágio do bebê.

Pacientes já diagnosticados com a doença devem se abster de contato oral ou genital com outras pessoas quando estão em fase aguda dos sintomas. O uso de camisinha também pode ajudar na prevenção da doença, porém, o dispositivo nem sempre protege toda a zona de contato, havendo risco de transmissão.

Tanto a herpes oral quanto a genital podem apenas ser tratadas, mas não curadas. Por isso, é importante buscar a ajuda de um profissional da saúde para diagnosticar a doença e tratar suas ocorrências de forma adequada. A automedicação não é recomendada.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella