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Como garantir a segurança em procedimentos estéticos? SalutemPlus

PMMA: entenda os riscos desse procedimento estético

Data de publicação: 16/08/2018 11:05:00
Categoria: Beleza
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O corpo perfeito é o objetivo de muitas pessoas, e a preocupação com a beleza e a estética entre brasileiros faz com que o país seja o 2º campeão em cirurgias plásticas em todo o mundo.

Diversas técnicas são aplicadas para modelar o corpo, entre elas estão a aplicação de próteses e substâncias de preenchimento, utilizadas na face, nos seios, nos glúteos e nas pernas. Porém, existem vários fatores de risco nos procedimentos estéticos, a começar pelo uso de substâncias inadequadas.

Recentemente, casos de complicações e morte envolvendo a aplicação de PMMA, o polimetilmetacrilato, levantaram a discussão sobre a segurança na utilização desse tipo de material em procedimentos estéticos no Brasil, nas chamadas bioplastias: intervenções estéticas sem a necessidade de cortes ou cirurgias.

Quando aplicado em grandes quantidades, o PMMA pode trazer risco de vida e, por isso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esclareceram que o uso da substância deve ser feito em casos específicos e em pequenas quantidades.

A aplicação desse tipo de material, composto de microesferas, e que não fica protegido em uma cápsula, como no caso das próteses de silicone, é definitiva e a remoção só é possível quando é retirado o tecido onde o PMMA foi inserido, podendo causar deformação no paciente.

Em que casos o uso de PMMA é recomendado?
De acordo com a nota da Cremesp, SBCP e SBD, o uso do PMMA em procedimentos estéticos deve ser limitado a casos específicos, como os preenchimentos cutâneos reparadores, em caso de atrofias na face causadas pelo tratamento de AIDS/HIV, por exemplo. Essa é também a indicação de uso feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.

Quais são os riscos do uso de PMMA?
Os principais riscos do uso em grandes quantidades do polimetilmetacrilato são inflamações, nódulos, necrose, embolia pulmonar e até mesmo a morte. Não é possível prever as reações do corpo a aplicação indevida da substância.

Quando aplicado nos glúteos, por exemplo, região que é bastante vascularizada, a substância pode ser acidentalmente introduzida na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo e causando reações adversas. De acordo com dados da SBCP-SP, em 2016 foram registradas mais de 17 mil complicações pelo uso da substância em todo o país.

Existem métodos mais seguros?
Para o preenchimento de áreas como seios e glúteos, podem ser usadas próteses de silicone, mais indicadas e mais seguras. As próteses são protegidas por cápsulas que impedem o contato do material com o corpo, evitando que ele se espalhe ou causa rejeição.

Outra opção é a lipoescultura, técnica em que a gordura de outras partes do corpo é retirada, purificada e reaplicada nos locais onde se deseja fazer preenchimento, como glúteos e pernas.

Nos seios, o nome da técnica que redireciona tecido do próprio corpo ao preenchimento e remodelagem é mastoplexia. Nesses casos, o seio é remodelado a partir da própria estrutura mamária.

Para os preenchimentos na face, o material mais indicado é o ácido hialurônico. Apesar de o efeito da intervenção não ser definitivo, a substância é absorvida pelo organismo e não causa riscos à saúde do paciente.

Quais cuidados devem ser tomados para evitar complicações em procedimentos estéticos?
O primeiro passo para evitar problemas em procedimentos estéticos é escolher um profissional qualificado para realizá-los. É possível informar-se sobre a especialização de um profissional da área em consulta aos sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou o da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

É importante também buscar informações sobre as técnicas e os materiais utilizados no procedimento. Todas as próteses e substâncias devem ter uso autorizado pela ANVISA. Por fim, é necessário ter cuidado com o local onde é realizada a cirurgia plástica ou a bioplastia, que devem ser conduzidas apenas em hospitais e clínicas com estrutura adequada.

Fontes:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella