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Câncer de Mama: uma das doenças que mais mata mulheres SalutemPlus

Câncer de Mama: uma das doenças que mais mata mulheres

Data de publicação: 10/07/2018 14:44:00
Categoria: Doenças
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O segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, e raro em homens, o câncer de mama consiste na multiplicação de células cancerígenas nas mamas. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que quase 60 mil novos casos serão diagnosticados no Brasil, em 2018.

Existem vários tipos da doença, que podem atingir as células de gordura dos seios, os ductos lactíferos e os mamilos, de formas diferentes. Também é variada a lista de fatores de risco e de tratamentos, tornando cada caso único e indispensável o acompanhamento médico.

Quais são os fatores de risco?
A lista de fatores de risco de desenvolvimento de câncer de mama é diversa, e inclui idade, histórico reprodutivo, fatores comportamentais e ambientais, além de fatores genéticos e hereditários.

A obesidade, o consumo de bebidas alcoólicas, ter menstruado antes dos 12 anos, não ter tido filhos, não ter amamentado e ter usado contraceptivos orais por tempo prolongado também estão elencados na lista de fatores de risco da doença.

Recentemente, a atriz Angelina Jolie, descobriu mutações em seus genes BRCA1 e BRCA2, que aumentavam os riscos de desenvolvimento de câncer de mama. Com histórico familiar de câncer de mama, em 2013 ela decidiu retirar as mamas e os ovários, para reduzir as chances de desenvolvimento de câncer - atitude que divide opiniões entre os médicos.

É possível prevenir o câncer de mama?
De acordo com o INCA, é possível reduzir em até 28% as chances de desenvolvimento do câncer de mama por meio de uma alimentação equilibrada, além da prática de exercícios físicos e a adoção de um estilo de vida mais saudável. A amamentação também é vista como um fator de proteção contra a doença.

Como é diagnosticado o câncer de mama?
Ainda que não seja possível prevenir de forma total o desenvolvimento do câncer de mama, é possível diagnosticá-lo em estágios iniciais, o que significa que a doença pode ser tratada de forma menos agressiva.

A doença geralmente é mais rara antes dos 35 anos, entretanto, acima dessa idade sua incidência é crescente e progressiva, especialmente após os 50 anos.

Se detectado e tratado em sua faze inicial, ou seja, quando o nódulo é inferior a 1 centímetro, as chances de cura chegam até a 95%. Porém, tumores desse tamanho não são detectados apenas com o toque, mas são visíveis na mamografia. Por isso é crucial que toda mulher faça a primeira mamografia entre os 35 e 40 anos, após o resultado a frequência do exame deverá ser determinada pelo médico.

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar o exame de mamografia a cada dois anos. Além disso, as recomendações médicas são de que as mulheres conheçam bem os seus corpos e suas mamas, para que sejam capazes de notar qualquer alteração, o exame de toque é fácil de ser realizado e pode ser feito por mulheres de todas as idades.

Alguns sintomas do câncer de mama, que podem ser percebidos em casa e devem ser investigados por um profissional da saúde são: a alteração na forma e no tamanho dos seios, alteração na textura e na coloração da pele e dos mamilos, a secreção de líquido anormal pelas mamas e o surgimento de nódulos.

Caso a mulher perceba qualquer alteração nas mamas, é importante procurar um médico e relatar os sintomas, para que a doença em questão seja diagnosticada corretamente.

Como é tratado o câncer de mama?
A partir do diagnóstico, o médico determinará qual a melhor forma de tratamento para o câncer de mama, que depende do tipo e da severidade da doença. Algumas formas de tratamento, que podem ser usadas isoladamente ou em conjunto, são as cirurgias, que podem retirar apenas nódulos ou até mesmo toda a mama; a radioterapia, que usa a radiação localizada para matar as células cancerígenas; e a quimioterapia, usada para destruir as células doentes com o uso de medicamentos.

Fontes:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim