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Diabetes: como a doença pode elevar o risco para o Mal de Alzheimer SalutemPlus

Diabetes: como a doença pode elevar o risco para o Mal de Alzheimer

Data de publicação: 10/05/2018 16:03:00
Categoria: Doenças
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Quando o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue administrá-la corretamente, o açúcar que deveria alimentar as células fica no sangue, causando a diabetes. A doença, que pode levar a vários outros problemas de saúde, atinge cerca de 9% dos brasileiros.

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, divulgada em 2016, revelou que a diabetes é mais comum entre mulheres, com um índice de 9,9% para elas e 7,8% para eles.

De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento no número de casos da doença nos últimos doze anos foi influenciado pelo envelhecimento da população, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares.

Você sabia que existe mais de um tipo de diabetes?
A diabetes tem pelo menos dois tipos: 1 e 2. Além disso, existem os casos de pré-diabetes e diabetes gestacional.

É raro que os pacientes em estágio de pré-diabetes saibam de sua condição. Nesses casos, o nível de glicose no sangue está mais alto do que deveria, mas não alto o suficiente para ser considerado diabetes.

Já a diabetes gestacional pode se desenvolver devido aos bloqueadores de insulina produzidos durante a gravidez. Os sintomas desse tipo de diabetes são sede excessiva, fome, sonolência, visão embaçada e feridas de cicatrização lenta.

É importante que as mulheres façam acompanhamento médico durante toda a gestação, para que a saúde da mãe e do bebê sejam garantidas. Durante a gravidez, a diabetes pode levar à pressão alta, à pré-eclâmpsia e até mesmo ao aborto espontâneo.

Diabetes tipo 1
A diabetes tipo 1 tem pouca relação com os fatores hereditários, e acontece quando o sistema imunológico destrói as células que produzem insulina. Nesses casos, o estilo de vida não é, necessariamente, a causa do problema.

Em geral, esse tipo da doença se apresenta logo na infância ou na adolescência, podendo causar perda de peso. Nos casos mais graves, chamados cetoacidose diabética, o paciente pode ter sintomas como boca seca e sede intensa, fadiga, pele seca, náuseas, vômitos e até confusão mental.

Para tratar a diabetes tipo 1 é feita a administração de insulina, por meio de injeção. Além disso é necessário medir os níveis de açúcar no sangue ao longo do dia.

Diabetes tipo 2
Quando o corpo não utiliza a insulina de maneira eficiente, o pâncreas é estimulado a produzir insulina além de seu limite e pode falhar, causando a diabetes tipo 2. Com a baixa quantidade de insulina, os níveis de açúcar no sangue aumentam e podem causar danos à saúde.

Nem todos os pacientes desenvolvem a doença pela mesma razão, mas o estilo de vida, a alimentação e fatores hereditários são determinantes para a condição, que pode demorar mais tempo a ser diagnosticada, já que não apresenta muitos sintomas.

Nesses casos, o tratamento é feito com medicamentos, dieta, exercícios físicos, além do monitoramento dos níveis de açúcar, colesterol e da pressão arterial.

Quais são as possíveis complicações da diabetes?
As complicações relacionadas aos casos de diabetes se desenvolvem com o tempo, principalmente caso a doença não seja acompanhada por um profissional da saúde. Doenças vasculares, problemas nos olhos, infecções na pele, danos nos rins e neurais são alguns exemplos de como os altos níveis de açúcar no sangue podem afetar a saúde em geral.

No caso específico da diabetes tipo 2, caso o açúcar no sangue não seja controlado com eficácia, aumenta o risco de desenvolvimento de Alzheimer.

Independentemente do tipo de diabetes, é imprescindível buscar a ajuda de um médico para controlar a situação e prevenir o desenvolvimento de outras doenças.

Fonte:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Design: Raphael Alpoim