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Ataque Cardíaco – entenda melhor Ligado na Saúde

Ataque Cardíaco – entenda melhor

Data de publicação: 20/03/2018 14:17:00
Categoria: Doenças
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De acordo com dados divulgados pelo governo brasileiro, as Doenças Cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Em 2016, 17 milhões de pessoas foram vítimas de problemas coronarianos, como ataques cardíacos e derrames.

O coração é responsável por bombear sangue em todo o corpo, e um ataque cardíaco acontece quando ele não recebe sangue suficiente. Assim, a parte afetada do músculo cardíaco pode ficar danificada ou morrer. Isso é perigoso e às vezes mortal.

Apesar de os ataques cardíacos acontecerem de repente, eles normalmente são resultado de doenças cardíacas de longa data. Existem outras causas, como estresse, esforço físico ou clima frio, que causam espasmos no vaso sanguíneo, que diminuem a irrigação do coração, mas essas são causas menos comuns.

Quais são os fatores de risco?
A lista de fatores de risco para um ataque cardíaco é grande. Idade, aspectos hereditários, pressão arterial e colesterol altos, obesidade, má alimentação, consumo de álcool e estresse são alguns dos gatilhos que podem resultar em infarto.

Um ataque cardíaco é uma emergência médica grave e, por isso, é essencial dar importância aos sinais do corpo caso haja suspeita de um episódio. É melhor procurar tratamento médico de emergência e estar errado, do que não obter ajuda quando se está tendo um ataque cardíaco.

Nem todos os ataques cardíacos são parecidos
As doenças cardíacas, como os infartos, não apresenta os mesmos sinais para todos, especialmente para as mulheres. É possível ter um ataque cardíaco sem dores no peito, por exemplo. Alguns dos sintomas recorrentes são:

Fadiga e a falta de ar são sintomas que podem começar meses antes de um ataque cardíaco, por isso é importante manter um acompanhamento médico regular.

Dor no peito, pressão ou desconforto. As pessoas descrevem essa sensação como a de um peso insuportável sobre o peito, ou um aperto muito forte. Às vezes, esse desconforto pode persistir por alguns minutos e depois desaparecer. Em outros casos, o desconforto volta horas ou mesmo um dia depois. Este é um sinal grave e a emergência deve ser acionada imediatamente – SAMU 192.

Outras dores no corpo podem ser sintoma de infarto. Dores no braço esquerdo, na parte de cima do abdômen, ombro, costas, pescoço e mandíbula podem ser sinais de alerta. De acordo com a American Heart Association, as mulheres tendem a relatar ataques cardíacos que causam dor especificamente no abdômen inferior e na parte inferior do tórax.

Suor excessivo, especialmente em repouso, pode ser um alerta para problemas cardíacos. O bombeamento de sangue através das artérias entupidas requer mais trabalho do coração, então o corpo sua mais para manter a temperatura corporal baixa durante o esforço extra.

Suores noturnos também são um sintoma comum para as mulheres que sofrem de problemas cardíacos, o que requer atenção, já que pode ser confundido com um efeito da menopausa.

Tonturas são sintomas muito descritos por mulheres que tiveram ataques cardíacos. As palpitações também podem ser um sinal de infarto, então é preciso ter atenção ao ritmo dos batimentos do coração.

Indigestão, náuseas e vômitos podem preceder um infarto. Esses são sintomas que devem ser observados com cuidado, especialmente em idosos.

Como prevenir futuros problemas cardíacos
Cerca de 80% das ocorrências poderiam ser evitadas com hábitos saudáveis, como evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, cigarros e sedentarismo, afirmam especialistas. A prática de atividades físicas e uma dieta balanceada, com baixas concentrações de sódio e açúcares ajudam a evitar doenças.

Tomar regularmente os medicamentos prescritos, sobretudo para as pessoas que já tiveram um ataque cardíaco, é essencial. Além disso, visitas regulares ao médico e submeter-se a exames de rotina é uma forma de evitar ser pego de surpresa por um infarto.

O que fazer durante um ataque cardíaco?
Se você acha que está tendo um ataque cardíaco, entre em contato imediatamente com os serviços de emergência, como o SAMU (192). Dirigir não é uma boa ideia, já que as dores ou falta de ar podem ser graves a ponto de interferir nas habilidades motoras.

Mantenha anotadas suas informações médicas, como alergias, remédios de uso diário e outros dados pertinentes. Esses são detalhes que podem salvar sua vida.

Fontes:

Tradutora e Redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella