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A pílula da revolução sexual Ligado na Saúde

A pílula da revolução sexual

Data de publicação: 14/03/2018 16:27:00
Categoria: Curiosiodades
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De remédio para tratar os transtornos da menstruação, com suspensão temporária de fertilidade, à pílula anticoncepcional, o método contraceptivo oral causou um alvoroço nos anos 1960. Com um papel fundamental na emancipação feminina, essa forma de controle da gravidez abalou as estruturas sociais.

Junto à penicilina, que possibilitou o combate a algumas doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, o anticoncepcional promoveu uma revolução sexual, permitindo que as mulheres expressassem melhor sua sexualidade, sem temer uma gravidez indesejada. Além disso, permitiu que elas dessem mais atenção aos estudos e à carreira profissional.

À época, o medicamento levantou diversas questões, como a segurança da fórmula pílula para a saúde da mulher e até mesmo se sua criação não estava associada à uma estratégia de controle de natalidade em grupos marginalizados. Nos anos 1970, a pílula foi menos usada, em razão dos riscos de trombose e câncer - já que continham cerca de 10 vezes mais hormônios que as pílulas atuais.

Hoje, estima-se que mais de 100 milhões de mulheres usem o contraceptivo oral, para evitar gravidez, para o controle da acne ou da endometriose. Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas, 60% das mulheres com mais de 30 anos usam algum método contraceptivo, entre as jovens de 15 a 24 anos esse índice cai para 22%.

Com as discussões acerca dos riscos do uso da pílula e da responsabilidade compartilhada entre homem e mulher sobre o controle de natalidade, existem movimentos que incentivam a pesquisa de alternativas à pílula, como o anticoncepcional masculino, e o emprego de outros métodos de contracepção, como o dispositivo intra-uterino, o DIU.

“Esse movimento de repensar métodos contraceptivos começou com a divulgação dos riscos de efeitos colaterais”, disse a ginecologista Halana Faria, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, a uma publicação nacional.

O mais importante de toda a discussão sobre o uso da pílula ou de outras formas de controle de natalidade é que as mulheres devem ser informadas sobre os métodos disponíveis e quais os riscos de cada um deles, para que possam fazer a melhor escolha. É também relevante que os parceiros sejam responsabilizados pela prevenção de uma gravidez indesejada e pela prevenção de doenças.

Quais são as alternativas à pílula anticoncepcional?

Os métodos temporários mais eficazes de controle de natalidade são o DIU e o implante subcutâneo. Uma opção segura e permanente é a laqueadura, que pela Lei de Planejamento Familiar, só pode ser feita em mulheres com mais de 25 anos ou com ao menos dois filhos.

A pílula, a injeção hormonal, o adesivo e o anel vaginal estão no segundo grupo mais seguro de métodos contraceptivos, seguidos pelas camisinhas feminina e masculina, e pelo diafragma. Na lanterninha dos métodos eficazes está o espermicida.

Para os homens, existe ainda a possibilidade da vasectomia, que nem sempre é reversível. Ademais, é importante frisar que, entre os métodos contraceptivos, apenas a camisinha previne também contra as doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e o vírus do HIV.

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Redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila