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As origens do Dia Internacional da Mulher Ligado na Saúde

As origens do Dia Internacional da Mulher

Data de publicação: 10/03/2018 18:05:00
Categoria: Calendário da Saúde
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Em 1975, a Organização das Nações Unidas, a ONU, oficializava o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Porém, a luta pelos direitos da mulher nasceu bem antes, diante das dificuldades enfrentadas por elas no mercado de trabalho.

Apesar de ser comum a associação entre a data comemorativa e o incêndio ocorrido em 25 de março de 1911, em uma fábrica têxtil, nos Estados Unidos, esse não foi o único marco histórico nas origens da celebração da luta feminina. A morte das 125 mulheres chocou o mundo, mas há mais história relacionada à data do que costuma-se contar.

Linha do tempo

Pensando em ordem cronológica, em 1909, Nova York era palco da primeira grande passeata de mulheres, em 26 de fevereiro. Em busca de jornadas de trabalho mais justas - já que as da época chegavam a 16h por dia, em seis dias por semana, e às vezes, incluindo domingos - 15 mil mulheres foram às ruas.

Na Europa as condições não eram muito diferentes, e na da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1910, a alemã Clara Zetkin propôs a criação de uma jornada de manifestações.

As russas também foram às ruas em março de 1917, em manifestação contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, dando um pontapé inicial no que viria a ser a Revolução Russa. E então, em 1975, que a ONU intitulou de "Ano Internacional da Mulher" para lembrar suas conquistas políticas e sociais, a data foi oficializada.

"Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres", explicou à BBC a socióloga e coordenadora da USP Mulheres, Eva Blay.

No Brasil

O 8 de março é celebrado com protesto nas principais capitais brasileiras, onde a luta pela igualdade de gênero começou a ter destaque no início do século XX. As sufragistas, que atuaram na luta pelo direito ao voto, conseguiram sua vitória em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. 

O movimento teve mais conquistas na década de 1980, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", afirmou ao Brasil Escola a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

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Fontes
Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila